sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Overthinking

Vou publicar isto pela 4ª ou 5ª vez, a quantidade de coisas que já acrescentei a este texto só demonstra a confusão que para aqui vai... 

Tento compreender-me e simplesmente não consigo chegar a uma conclusão. Nunca chego a saber o porquê de me sentir assim. Zangada, angustiada. É por tudo? Ou não é por nada? Quando tento perceber o que é este "tudo", são tantas as coisas que não as consigo organizar e enumerá-las. Quando tento perceber o que é esse "nada" digo que não é nada... Como é que alguém se pode sentir assim se não há nada? Como é que se fica assim sem razão aparente? Ás vezes pergunto-me o porquê de continuar a ser assim. É que mesmo depois de já me ter precipitado mais de 4, 5 vezes e de ter caído na esparrela essas mesmas vezes e de o ter interiorizado, continuo a fazer o mesmo. Porque é que sabendo a teoria, continuo a fazê-lo na prática? Devia saber controlá-lo, já que sempre fiz e faço tudo muito premeditadamente e racionalmente.Talvez até demais. Mas nestes casos não o consigo dominar. Serei louca e doente? Cair uma vez, todos caímos. Cair duas vezes, só quem é burro. Cair três vezes, só quem quer. E cair quatro? E cair cinco, seis...? Que sou eu, então? E saber que estou a passar e haver quem inconscientemente te faça sentir pior? Não que o façam por mal, daí ter escolhido a palavra inconsciente. Mas magoa-me ainda mais. A linha é tão ténue que em certos momentos penso que podem estar a gozar-me.  É como ter a perfeita consciência de que estou a ter um pesadelo e não conseguir parar e dizer: "Hey, acorda!". Como se fosse masoquista, como se gostasse de me sentir assim. O engraçado é que não gosto e que sei que tenho que fugir disto. Mas continuo a fazê-lo. Forço-o todas as vezes, porque todas as vezes quero acreditar que dessa vez não vou sair desapontada por me ter iludido. Iludo-me a mim mesma. Será normal?  Mais uma vez... porque é que isto acontece comigo? Gostava de poder cancelá-lo a meio do processo. Como se calhar poderia fazer agora ao escrever isto. A meio do texto, parava o que escrevo e fechava a janela. Era tudo muito mais simples. É uma pescadinha de rabo na boca. Sinto-me no alto, acho que estou bem. E depois, meto o pé em falso e caio, caio, caio. E procurar ajuda... para quê? Sinto-me cada vez mais sozinha. Sozinha não vou conseguir enfrentar nada. Mas sei que ninguém está liberto o suficiente para me ajudar a levantar, mesmo...? Porque sou muito mais fraca do que o que possam pensar, do que o que mostro no dia-a-dia. Enfim.

E é isto. Confuso, não? Eu sei que nunca digo muita coisa, mas cá dentro há muito a dizer.

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